Felício Rocho e Cassi
Gente, desta vez venho falar de um problema que aflige todos nós - bom atendimento na hora que mais precisamos e no qual não temos tempo nem saúde para negociar. Graças à Deus, o meu caso não foi grave, mas podia ter sido uma emergência e como ficaria? Hoje, pela manhã fui levar minha mãe, que já passou dos 60, para fazer um exame de ressonância magnética - pedido por um médico neurologista. Marcado para às 9h30. Chegamos e esperamos, como de costume. Quando fomos chamadas, a atendente disse que a Cassi não autorizava a realização do exame porque a data do pedido já havia expirado. Como assim? O pedido foi feito no dia 22/02, o exame marcado para 15/03 - nem um mês? Mas a Cassi não aceita pedidos com mais de 15 dias. Não interessa se o laboratório não tinha horário e se o cliente não teve tempo de fazer - afinal todos nós temos que cumprir horários muito rígidos para sobrevivermos neste mundo cada vez mais louco. Mas a atendente da Cassi foi categórica - tem que fazer outro pedido e, além do mais, não havia a menor necessidade da minha mãe fazer ressonância magnética. Mas se o médico, que estudou anos e anos em uma faculdade, fez residência e tem não sei quantos anos de experiência na área neurológica, pediu um exame, quem era aquela atendente, que mal mal deveria ter o segundo ano completo, para negar o pedido do médico? Coisa de um Brasil ainda no avesso. A nossa sorte é que as atendentes do Laboratório de Ressonância Magnética do Felício Rocho foram muito eficientes. A menina que nos atendia disse para minha mãe que ia tentar de novo e se fosse preciso a colocava em contato com o pessoal responsável para liberar o pedido. A atendente do FR disse que era um absurdo, afinal o cliente havia se deslocado de casa cedo, em jejum, para chegar lá e uma simples atendente vetar o pedido. Graças à Deus, minha mãe está com boa saúde, pode andar e tem gente que pode levá-la e buscá-la sem maiores problemas, mas imagina quem tem que pegar ônibus ou, pior ainda, quem vem do interior para fazer este exame e, quando chega lá, recebe a notícia que seu pedido está inválido. Valha-me Deus. Graças a insistência da atendente do FR, minha mãe pode fazer o exame. Ponto para o Felício Rocho por ter em seus quadros pessoas humanas e competentes. Zero para a Cassi, que cada vez mais dificulta seus clientes a serem atendidos nos hospitais e clínicas médicas. E olha que a gente paga bem carinho para não passar por este tipo de situação. Infelizmente, estamos nas mãos de pessoas irresponsáveis que apenas recebem ordem e não conseguem ver o lado humano. Infelizmente, nós brasileiros não contamos com um serviço de assistência médica eficaz, mesmo pagando altos impostos, mesmo pagando plano de saúde. Será que um dia vou ver isto mudar?

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