Sábado em BH - do 1º mundo à província
Depois de algum tempo, aqui estamos de volta. Como disse meu amigo Djaxxx, a Fênix está de volta!!!
E vou começar com este assunto: BH - do primeiro mundo à província
Neste sábado, tive uma experiência um tanto inusitada em BH. Resolvi ter um dia cultural. E o melhor: de graça! Fui à Casa Fiat ver às exposições de Marc Chagall e Rodin. Coisa de 1º mundo. A exposição de Marc Chagall é única no mundo e, depois de BH, ela continuará pelo Brasil só que em formato menor. Ou seja, BH sai na frente e ainda consegue uma exposição de dar inveja aos grandes centros como Rio e São Paulo. Afinal, só a capital mineira verá a exposição de Marc Chagall completa. Mas vamos à visita.
Chegamos cedo, na hora em que abriu - 14 horas. Estava vazia. Os recepcionistas e seguranças, muito educados, nos orientam a deixar a bolsa. Celular? Pode entrar, desde que no silencioso e se tiver que atender, pedem para que saiamos da galeria para falar com que nos chamou. Muito civilizado. Passados uns 30 minutos que estávamos lá, começou a encher. A exposição de Chagall, vimos tranquilamente. Ah! Sugiro que além das pinturas, vejam também o documentário de 14 minutos para conhecer um pouco mais desse artista que morreu com mais de 90 anos. Em sua última entrevista dada ao jornalista brasileiro Roberto D'Ávila, ele foi questionado sobre o que considerava a coisa mais importante na vida. Sem vacilo e com sua segunda esposa ao lado respondeu: o amor!!
Mas voltando às exposições, fomos para a de Rodin, ao lado da de Marc Chagall. Estava lotada. Mas mesmo assim conseguimos ver as esculturas. Lindas!! "O Beijo", entre outras maravilhosas e que nos maravilham. Viva Rodin!! Mas como estava cheia, fomos embora sem ver dirieto as fotografias, mas certas de que voltaríamos antes da exposição acabar. Vale a pena. Na saída, fila na porta. Um sucesso. Parabéns à Casa Fiat.
A nossa intenção desde o começo era vermos as exposições e depois almoçarmos. Primeira parte cumprida, fomos para a segunda: almoçar. Decidimos por uma massinha leve. Onde? Café com Letras. Porém...sábado à tarde, tipo 15h30, o local, um café que também tem em seu cardápio pratos muito saborosos diga-se de passagem, estava fechado. Como assim? Sábado, em plena Savassi, e o café fechado??? Não dá para entender. Tudo bem, eles estão abertos há muito tempo e devem conhecer o mercado melhor do que eu, claro. Mas quem faz o local funcionar, o cliente que procura ou o lugar que atrai sua clientela, mesmo em dias considerados "de baixo movimento"? Essa é uma grande discussão que vou deixar para outro dia. No entanto, vou deixar meu registro que é um absurdo uma cidade que se diz terceira capital do Brasil ter a Savassi, conhecida como o coração da cidade, fechada após às 13 horas e locais como o Café com Letras não funcionar no sábado à tarde. Ou seja, saí da exposição acreditando que BH estava galgando seu espaço no primeiro mundo, mas não se passaram 30 minutos e voltei a BH provinciana. Sem empresários que ousam e que buscam sua clientela.
Como eu, tenho certeza que outras pessoas estavam à procura de um local como o Café com Letras. Bom, mas fazer o quê, né? Procurar outro lugar. Tentamos o novo Café Differente, na Rua Espírito Santo. Fechado também. Vai entender, né. Nessas horas me lembro muito de São Paulo. Os cafés da Vila Madalena e dos Jardins lotados. Será que é só lá?
Voltemos a falar do público belo-horizontino, então. Resolvemos ir para o Café Três Corações. Aberto. Pessoas sentadas nas mesas na praça da Savassi e lá dentro. Em pouco mais de 30 minutos que estávamos por lá, ficou lotado. Provavelmente, muitos ali também procuraram o Café com Letras e acabaram no Café Três Corações. O consumidor está ávido. Se o empresário for inteligente, conquista seu público. Ou seja, em um próximo sábado, quando quiser ir em algum café, com certeza o Três Corações será o primeiro da lista.
Apesar de gostar do Três Corações, acredito que o atendimento precisa melhorar mais. Sei que não é fast food, mas os garçons precisam ficar atentos aos clientes sentados na mesa. Não dá simplesmente para fingir que não existem só porque a casa está cheia e porque não tem garçom suficiente para atender a todos ao mesmo tempo. Mas atenção é o mínimo que o cliente pede. Nenhum cliente gosta de ficar chamando o garçom. Pedir, cardápio, etc. Isso é obrigação do garçom. O mínimo em seu serviço. Espero ser bem surpreendida da próxima vez que voltar lá.
Até a próxima postagem!

4 Comentários:
Nó! Que postão!
Amanhã eu vou ler, com calma - pq hj eu não tô aguentando mais nem escrever...
Maris,
Assustei ontem tb, até descobrir que era feriado. Saí para comprar umas coisas e nada estava aberto. Dia de alguma coisa de N. Senhora. Coisa de sociedade Apostólica Romana.
Pois é, Renan, eu também só me lembrei do feriado mais tarde, mas mesmo assim, né? Os locais deveriam lucrar justamente com o feriado estão de folga também. Acho que tem alguma coisa desencontrada aqui em BH.
BH tem a noite mais morna do mundo...também descobri isto neste sábado, quando, ao voltar para a minha casa, por volta da meia-noite, já não tinha nada aberto e o que estava, estava LOTADO...
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