segunda-feira, agosto 24, 2009

A Arezzo e sua vendedora

Gente,

hoje eu vou contar um caso que aconteceu com a irmã de uma amiga de uma amiga minha. Parece coisa de quem conta um conto aumenta um ponto, mas não é. Vai parecer piada, mas foi real. As duas irmãs estavam na Arezzo quando uma delas ficou completamente encantada por um dos sapatos expostos. Pediu para experimentar. Ela colocou o par, mas ficou apertado. Mas era o último que tinha na loja e ela estava fascinada por aquele calçado. Mesmo assim não titubiou: "vou levar".
A vendedora mais do que assustada com aquela cena respondeu de pronto para a cliente: "Isso é o cúmulo do consumismo".
As duas irmãs surpreendidas com a crítica mais do que espontânea da vendendora desistiram da compra. Na saída, a irmã que acompanhava a consumidora comentou com a outra: "você não achou úm absurdo o comentário daquela vendedora?"
A irmã que ia comprar o sapato respondeu: "menina, o que ela me disse foi tão certo que nem prestei atenção se ela estava sendo mal educada ou não comigo. Depois que ela falou eu vi o absurdo que estava fazendo".
Bom, gente, a vendedora foi sincera e fez com que a cliente não levasse um produto para casa que assim que saísse da sacola viraria objeto de decoração dentro do armário por alguns bons anos. A consumidora foi salva de fazer tal absurdo, no entanto, existem formas e formas de se falar sinceramente e deixar seu cliente satisfeito.
Ressalto aqui que a melhor maneira de se ganhar uma clientela fiel é saber o que realmente fica bem. E não ficar apenas pensando no seu retorno financeiro com a venda. Pode-se ganhar um troco com aquela venda e perder o cliente para sempre. Ou perder aquela venda e ganhar o cliente para sempre. A escolha é do comerciante. Lembro apenas que existem formas e formas de se dizer. A vendedora da Arezzo poderia ter dito que o sapato não ficou bom para a sua cliente sem precisar insultá-la. O que vocês acham?

3 Comentários:

Às 25 agosto, 2009 17:10 , Blogger Jack disse...

Na mesma linha vendedores abusados...

Dia desses, a caminho de casa, resolvi dar um pulo no Shopping Cidade para olhar um tênis. Ao passar em frente à Vide Bula, vi na vitrine camisetas com preços muito bons. Entrei para olhar. Separei algumas camisetas e fui experimentar. Pra variar, não ficaram bem – mas a falta de padronização nas confecções brasileiras é assunto para outro post...

Pois bem, ao me ver saindo do provador, o vendedor veio todo solícito me perguntar o que eu tinha achado, se ia levar... Respondi que não tinha ficado legal; ele me perguntou então se o motivo era o tamanho e eu respondi, educadamente, que não, que realmente Vide Bula e eu não combinamos, que as roupas de lá não ficavam bem em mim. O vendedor então me perguntou “Mas será que não é pq você só vem comprar em promoção, não?”. Na hora, fiquei surpreso, respondi que não, que já havia entrado em lojas da Vide Bula fora de liquidações, agradeci e saí da loja. Depois, fiquei pensando: será que a VB faz roupas para vender nas lojas “normalmente”, e outras para vender em liquidações???

 
Às 26 agosto, 2009 12:22 , Blogger Maria disse...

Ei, Djaxx que bom que você voltou. Parece piada, não? E esses vendedores se consideram tão engraçadinhos, não? Educação é algo fundamental me qualquer negócio.

 
Às 26 junho, 2010 17:42 , Anonymous Anônimo disse...

À propósito do tema Arezzo, queria registrar o horror daquela loja cubículo do BH Shopping. Ninguém merece pagar tão caro e ser tão mal atendido. A loja é minúscula e tem vendedoras saindo pelo ladrão. Ficam no maior bate-papo, não guardam os sapatos e caixas, fica tudo espalhado, no maior desconforto inclusive pra elas. Outro dia pisei sobre um tamanco e quase me esborrachei no chão. Eu hein?! LLana

 

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