A "aventura" dos almoços aos domingos
Sucumbi à vontade de escrever e manifestar o meu ponto de vista como mãe, com um filho de 8 anos, que sai aos domingos para almoçar fora e fazer um programa com a criançada. Após três fatos seguidos de almoços dominicais complicados, achei que não deveria me omitir. Afinal, quantas famílias buscam este lazer aos domingos e caem nas armadilhas do famoso atendimento ruim de BH?
O pior é constatar que, no meu caso, todos os problemas se resumem à questão do atendimento mesmo, da falta de treinamento da mão de obra e da falta de consciência sobre como tratar bem o cliente. Falta, na verdade, educação.
Para não ficar cansativo, vou contar isso em três etapas. Aí vai a primeira:
1º domingo (agosto de 2009): Eu e mais duas amigas, todas com seus filhos na faixa dos 8 anos, resolvemos passar o dia ensolarado de domingo na Pampulha. Sinceramente, não vejo lugar mais lindo e agradável para aproveitar um dia de lazer do que em volta da lagoa da Pampulha. O visual é maravilhoso, há espaço para a criançada correr, parques, esportes... e restaurantes com atividades infantis que os meninos adoram. E foi aí que a nossa labuta começou.
Os mais conhecidos - Xapuri e Paladino (na verdade, os que mais conhecemos) estavam completamente lotados já ao meio-dia. Impossível enfrentar uma fila de espera de mais de uma hora, em pé, com crianças famintas e impacientes. Desistimos dos dois.
Foi então que nos lembramos do Bar e Restaurante Paddock/Academia do Cavalo, que fica na orla da lagoa, na Otacílio Negrão de Lima, logo após o Parque Ecológico, em direção ao Zoológico. Havíamos passado na frente quando estávamos a caminho do Paladino. Como já se passavam das 13 horas, a opção era interessante e urgente. Chegamos e percebemos que não estava lotado. Que alívio!
O espaço é bacana, sendo que o grande (e único!) atrativo são os cavalos. Como no local funciona uma escola de equitação, durante os almoços de finais de semana a criançada pode montar e dar um passeio em pista fechada durante 20 minutos, ao custo de R$ 12,00. Dos três filhos, dois se animaram, mesmo não tendo experiência na montaria. Mas vimos que muitas crianças estavam "cavalgando" pela primeira vez. Fizemos o pedido do almoço e os meninos seguiram para os cavalos. Dois monitores acompanhavam com o olhar as crianças durante o período de montaria.
Nossos meninos montaram mas não conseguiam sair do lugar com os cavalos. Não tinham ideia dos comandos, nem foram instruídos pelos monitores. Uma das amigas (e mãe) interveio e foi conversar com o monitor, solicitando ajuda para instruir os meninos sobre as regras básicas, assim eles poderiam aproveitar mais os minutos contratados. O monitor, de forma bem grosseira, disse a ela que, se ela quisesse que o filho andasse a cavalo, deveria colocá-lo numa aula de equitação antes de levá-lo para andar ali. Ela imediatamente dirigiu-se ao dono do restaurante, que estava ao caixa, e reclamou da postura do monitor. E não é que o dono do restaurante reforçou a fala do monitor, também de forma bastante grosseira, dizendo para ela pagar aulas de equitação antes de trazer o menino ali?
Para evitar um bate-boca, ela se retirou, revoltada. Aliás, ficamos todas revoltadas com o comportamento do dono do restaurante ao tratar uma cliente daquela forma. Se ele não quer crianças que não saibam andar a cavalo naquele lugar, que coloque uma placa bem na entrada "Não aceitamos crianças que não saibam equitação". Comemos, já que, àquela altura do dia, não tínhamos possibilidade alguma de ir a outro lugar, e pedimos a conta. Nova surpresa: na conta haviam três tíquetes do cavalo ao invés dos dois que os meninos utilizaram. Lembrando que uma das crianças não quis andar a cavalo.
Nova discussão porque o proprietário não quis, de forma alguma, reconhecer o erro na comanda e retirar o valor cobrado a mais. Conclusão: não pagamos de jeito algum o valor extra e este sobrou para o garçom que havia nos atendido e que, por sinal, foi super bacana conosco. Ele teria este desconto ao final do seu dia de trabalho. Paciência. Disse inclusive que o estabelecimento não repassa os 10% do serviço aos garçons.
A respeito da comida e de seu valor, tudo foi bem justo. Nada excepcional.

3 Comentários:
Ei, Jane, que labuta, hein? MAs é muito bom você colocar suas opiniões para fora e dividí-las conosco. Afinal, só mesmo um movimento dos consumidores/clientes é que poderemos mudar alguma coisa, já que esperarmos a sensibilidade dos dono¹s dos restaurantes está ficando difícil, né? Se não tem sensibilidade com seus negócios, quanto mais com o ser humano...Estou doida para saber as suas outras aventuras. E o pior que o povo se esquece que vem aí a Copa do Mundo. Será que algum estrangeiro, que pode pagar muito, se sujeitaria a isso? Duvido!
Jane, achei ótimo você sucumbir à vontade de escrever. Claro, temos mesmo que nos posicionarmos. E achei essa história dos cavalos inacreditável. Mas vc já devia esperar isso de um lugar cheio de cavalos e burros. Um beijo.
Jane, profissionalismo anda escasso mesmo nos restaurante de BH. Um dia desses fui almoçar no Merlin (Belvedere/Lagoa Seca). Sexta-feira, horário de trabalho. Nossos pratos levaram 1h30 para serem servidos; simplesmente, se esqueceram do pedido e depois que cobramos, ainda se foram mais 40 minutos. Pra fechar com chave de ouro, a gerente do restaurante ainda trombou na mesa e minha amiga que tomava um café teve a bebida derramada sobre a roupa. Difícil recomendar ou voltar no lugar, né? Bjo, Lili
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