quinta-feira, junho 30, 2005

A Obra

Fiquei cinco anos fora de Belo Horizonte, sendo que o último passei na Espanha. Cheguei a BH há um mês e um dos primeiros lugares que quis visitar de novo foi A Obra, o meu inferninho preferido. Fui com meu marido e um casal de amigos curtir uma noite anos 80. Já que tá na moda, né? Vamos aproveitar e escutar aquelas músicas que nos fazem sentir velhos, mas felizes. Entramos por volta da meia-noite. Estava cheio, animado, mas suportável. Mas, depois de alguns minutos...Lotou!! Não se podia nem respirar. O casal de amigos foi embora e nós, guerreiros, ficamos mais um tempo. A cerveja ficava morna quando ainda estava pela metade de tanto calor! Queria muito dançar, mas, para mim, sofrimento não rima com diversão e, ali, eu estava sofrendo. Que coisa! Tanto tempo se passou e o pessoal da Obra ainda não aprendeu? Não se pode lotar aquele lugar, gente!! Depois eu fiquei pensando se o problema não era eu. Afinal de contas, envelheci e já não suporto mais algumas coisas. Mas é uma pena, pois A Obra é um dos poucos lugares onde ainda se pode dançar em BH. Ou podia?.

quarta-feira, junho 22, 2005

Música ao vivo

Gente, não tenho nada contra os cantores da noite. Acho até agradável ir em algum lugar e escutar uma música ao vivo. Tem gente muito boa tocando pela noite. Agora, o problema é quando fica exagerado. Lugares para dançar com música ao vivo, excelente. Alguns bares mais descontraídos, ok também. Mas em cafeteria, acho que não combina muito, se quiserem apresentar cantores do tipo que tocam em churrascaria. E não me entendam mal sobre os cantores de churrascaria, mas é só uma forma de descrever o estilo. Nas cafeterias, um sonzinho tipo jazz, bossa nova, chorinho, até um sambinha de leve é muito legal, mas cantar músicas animadas da nossa mais variada MPB e ainda por cima com o som muitos decibéis acima do compreensível, já é demais para mim.
Ontem, ingenuamente, fui com um amigo na Status, para batermos um papo mais tranquilamente. Estava frio e pensei que uma cafeteria seria o mais aconchegante. Doce ilusão. Não sabia que lá tinha música ao vivo na terça-feira. E ainda por cima, muito alto. Não consigo compreender. Lá não é lugar para dançar, então, por que a música alta, atrapalhando quem foi lá para bater um papo ou até mesmo ler um livro ou quem sabe até comprá-lo? Acho que esta escolha da Status vai afugentar muita clientela, como aconteceu comigo. Saí correndo de lá.
Fui para a Cafeteria, antigo Café Três Corações. Não é que lá também tinha música. Do lado de fora. Mesmo assim, muito alta. Mesmo ficando do lado de dentro, o som atrapalhava em muito. Para tentar falar com o meu amigo, tinha que aumentar o volume da minha voz, assim como as pessoas das outras mesas. Ou seja, um barulho totalmente desnessário.
Será que as pessoas estão ficando surdas ou será que elas querem ir para um lugar onde não se possa conversar?

segunda-feira, junho 20, 2005

Lapa Multishow (Rua Álvares Maciel, 312 -Santa Efigênia)

Este final de semana, o Lapa Multishow apresentou Zé da Guiomar e a Velha Guarda da Mangueira. Para quem não conhece, o primeiro é um grupo de samba da melhor qualidade, que acaba de lançar seu primeiro CD. Quem tem curiosidade, pode matá-la na quinta ou sexta-feira, no Reciclo (Av do Contorno, ao lado do Socor), quando o Zé da Guiomar se apresenta com a maior energia. Um programa imperdível. Quanto a Velha Guarda da Mangueira, não preciso nem falar, né? Quem gosta de samba ou gosta um pouco de música, sabe o valor dos integrantes de uma das escolas de samba mais tradiocionais do Brasil. Salve, salve, com diz um amigo meu.
Bom, mas vamos falar do Lapa.
O lugar é ótimo para este tipo de show. O palco tem boa altura, é largo e o espaço para dançar é grande. Não tem mesas no meio para atrapalhar quem tem samba no pé. Por outro lado, faltam mesas ou lugares para sentar para quem estiver cansado, fora da pista, claro. Afinal, fôlego todos nós temos, só que tem dia que a gente está mais caidinho e, mesmo assim, não quer ir embora. Afinal, o clima está bom, a noite ainda promete... Quer ficar mais um pouquinho. Basta dar uma sentadinha para recuperar a energia.
Gostei da estratégia de ficha. Quem chega, compra a quantidade que vai consumir e depois é só pegar no balcão. E o melhor de tudo isso - na hora de ir embora não tem que enfrentar a fila, aquela que acaba com a noite de qualquer um. Muito bom isso.
Agora, como vários lugares nesta cidade, o banheiro feminino deixa muito a desejar. Além de ser pequeno, apenas cinco cabines para um batalhão de mulheres, ele não estava muito limpinho, apesar do esforço da faxineira. Mas com o fluxo daquele tamanho, não há pano de chão que arrume. E para piorar, a água da pia acabou. São detalhes que fazem a diferença.
Estou querendo fazer uma campanha com os homens - visitem o banheiro feminino na hora do movimento. Quem sabe assim, quem for abrir um lugar ou construir um local de entretenimento, reflita sobre esta vida dura das mulheres que freqüentam à noite em BH. Não custa nada fazer um banheiro feminino a mais. Garanto que seu movimento vai melhorar e o consumo também.
Telefone do Lapa: 32412074

quarta-feira, junho 15, 2005

Oriente (Rua Tenente de Freitas, 245 - Santa Tereza)

Este é um novo bar que abriu na cidade num dos bairros mais interessantes de BH - Santa Tereza. A região onde ele está tem também vários outros butecos, como o Canto do Aristóteles que oferece um lombo ao molho de laranja de dar água na boca. Bom, mas vamos falar do Oriente.
Este é o tipo de bar que acho que faltava em BH. Um lugar para você ir sem marcar com ninguém, pode ir sozinho. Se for com o coração aberto e disposto a conhecer outras pessoas, com certeza, vai conseguir alguém para bater um papo sem compromisso. Lá é aquele lugar que você não fica só sentado, pode circular e, de repente, esbarrar em alguém e daí surgir uma nova amizade, colorida ou não. Ou seja, um lugar de bons encontros.
Além deste diferencial, o Oriente tem outros detalhes que não vão passar em brancas nuvens. A comida de lá é feita com todo o carinho. O kibe com catupiry é nota 10. O cardápio ainda oferece poucas opções da cozinha árabe, mas todas são deliciosas.
E para quem gosta de boa música, pode crer, da melhor qualidade e variada. De Rolling Stones a The Smiths, além de vários sons e ritmos deste mundo de Meu Deus. Não poderia deixar de destacar também o dono do bar. Ele fica lá atrás do balcão, mas dando toda a atenção a freguesia.
Olha, se chegar e não tiver mesa, não se acanhe em ficar em pé perto do balcão ou lá na calçada. Faz parte da rotina do bar.

segunda-feira, junho 13, 2005

A Saideira vale a pena?

Depois de um mês indo aos bares, às vezes mais de um por noite para dar tempo de juntar todos os selos necessários para trocar nosso “álbum de figurinhas” por belas taças da Bohemia, chegou o grande dia: a Festa da Saideira!

Sim, achamos muito caro pagar R$20,00 apenas para entrar na Casa do Conde no sábado, mas relevamos – afinal, poderia ser uma maneira de selecionar o público e também de reduzir um pouco o número de pessoas. Ledo engano...
Não bastasse o salgado preço da entrada, os estacionamentos cobravam R$10,00 – até aí, já foram R$30,00 só para entrar no evento! Lá dentro, a coisa não era diferente: R$3,00 uma latinha de cerveja! P-Q-P! Acrescente a isso o fato da cerveja não estar muito gelada e os refrigerantes, quentes (se fosse uma votação do Festival, levaria uma nota 6 pela temperatura da cerveja) .

Os pratos, tudo bem, qualquer um por R$5,00. É justo, desde que seja como o prato do Bar do Bigode, por exemplo – uma cumbuquinha de plástico que dava para duas pessoas, tranqüilamente; por outro lado, alguns bares seguiram bem o exemplo da organização e meteram a faca! O Via Cristina, por exemplo, servia um pratinho menor que aqueles descartáveis de comer bolo em festa de aniversário, pelos mesmos cinco reais. Já o Luizinho foi obrigado a aumentar o preço dos seus famosos churrasquinhos para se adaptar à regra – se no bar um espetinho custa R$2,00, na Saideira foram obrigados a vender dois por R$ 5,00.

Então, o “locutor” anunciava: Tire sua foto oficial do Comida de Buteco!
E lá fomos nós... Cada foto custava R$8,00! Só para constar, em recente evento na Praça da Estação você tirava sua foto e a levava impressa totalmente de graça. Na Saideira o público era muito maior, mas eles poderiam ter cobrado menos e faturado o mesmo tanto - ou mais até - com um número maior de pessoas tirando suas fotos. Mas não, todos querem lucrar o máximo possível da maneira mais rápida.

Ao lado do “estúdio fotográfico”, um segurança nos informa que o banheiro masculino está interditado por quê “vão lavar as coisas do curso nele” (sic). Se fosse uma votação do Festival, 3 em higiene...

Ok, vamos trocar nossos passaportes...
Ninguém sabia informar onde era feita a troca! Se fosse uma votação do Festival... Nota 3 em atendimento.
Depois de muito perguntar, nos informaram que era do lado de fora, no ônibus da Bohemia. Fomos lá. Ah, o senhor tem que pegar os vales primeiro. Onde? Lá dentro.
Voltamos lá no Bar da Bohemia: duas moças apenas e uma fila enorme de pessoas querendo trocar seus milhares de passaportes! Enquanto uma conferia e carimbava selo por selo de cada passaporte, a outra anotava os dados de cada um deles num livro de registro. Mais uma surpresa: se você tivesse, sei lá, 10 passaportes e apenas um preenchido, ótimo, era rapidinho: a moça anotava o nome de um só e pronto. Eu estava com o passaporte de mais 4 amigos, ou seja, com 5 passaportes, todos preenchidos com os dados de cada um – ou seja, ela teve que anotar os dados de um por um. Não entendi para quê...

No fim das contas, foi uma tarde de sábado agradável. Foi um dia bonito, muitos amigos, todo mundo se divertindo... Mas o que ficou mesmo foi uma sensação de ter sido passado para trás, de ter sido logrado. Afinal, o que era pra ter sido uma festa de encerramento de um festival bacana mais pareceu uma grande desculpa para uns poucos lucrarem muito.

Eu só não entendi ainda para quê tantos patrocinadores - Siemens, TIM, Fiat, Bohemia - se nada disso foi revertido em prol do público.

Ano que vem, vou pensar bem antes de gastar tanto dinheiro indo nessa festa. De repente é melhor gastar a metade disso passando uma agradável tarde de sábado almoçando no Amigos e Antigos ou na Churrascaria do Itamar.

Ganhadores do Comida di Buteco 2005

Ufa! Até que enfim a maratona de butecos terminou. Que o próximo ano tenha mais. Como já disse aqui, este é um dos eventos mais interessantes de Belo Horizonte.
Segue abaixo a lista dos vencedores e nossos comentários:

Resultado dos vencedores do Comida di Buteco 2005.
1º lugar TIRA-GOSTO: CASA CHEIA
Tira-gosto: MINEIRINHO VALENTE (CANJIQUINHA)
* O Casa Cheia tem muitos pratos interessantes, mas acho que este ano seu tira-gosto, apesar de ter saído vencedor, exagerou no caldo knorr. Não era o melhor prato na competição. Acho que foram injustiçados o Amigos e Antigos (com o prato Du Cará - além de gostoso, muito criativo com seu purê de Cará, cebolas empanadas e filé ao molho de jabuticaba. De dar água na boca), o Confraria do Velho Chico (com seu Comida de Passarim - um ótimo petisco com pequenas almôndegas) e o Bar do Bigode (com bombom de pernil).

2º lugar TIRA-GOSTO: BAR DO ZEZÉ
Tira-gosto: BOLINHO MINAS LUSITANA (BOLO DE MILHO E BACALHAU)
* Este, talvez, tenha ficado com o segundo lugar pela criatividade. Os bolinhos de milho com bacalhau acompanhados com geléia de morango e pimenta eram gostosos, mas como já falado, tinham outros que apresentaram pratos mais apetitosos.

3º lugar TIRA-GOSTO: BARTIQUIM
Tira-gosto: BOI MOLHADO
* Este é uma incógnita para mim. O atendimento não é bom, a higiene do local deixa muito a desejar e o tira-gosto não tinha nada demais. Mas vai entender a cabeça destes butequeiros.


CERVEJA MAIS GELADA: BAR DO ZEZÉ

MELHOR HIGIENE: BAR DO VEIO
MELHOR ATENDIMENTO: BAR DO VEIO
* estes dois quesitos foram merecidos. O Bar do Véio realmente tem um atendimento muito bom, com todos os garçons muito simpáticos e atenciosos, e a higiene do local é muito boa. Quando a gente entra no ambiente já sente de cara que o lugar é muito asseado. Fundamental para qualquer lugar, mas, especialmente, para quem trabalha com alimentação. Parabéns para a turma do Véio.

quinta-feira, junho 09, 2005

Salão Oceano (Rua Campanha - Carmo)

Este salão para mim é o exemplo de como a direção é totalmente responsável pelo sucesso ou não de seu negócio. O Salão, antes conhecido como Duna, foi vendido no final do ano passado ou começo deste ano para novas proprietárias. Elas mantiveram praticamente todas as atendentes do Duna, mas com um salto no atendimento inacreditável.
Eu sempre reparei na limpeza destes lugares e na traqüilidade do ambiente. Afinal, quando entramos no salão a gente quer cuidar da nossa beleza e não dá para ficar mais bela ou pelo menos se sentir mais leve num lugar tumultuado. Nada como um lugar relaxante para recuperarmos o brilho da nossa pele.
Antes, no Duna, era uma falação e até um descuido com as clientes. Agora, não, as meninas falam muito ainda (como não falar num salão de beleza??), mas mais pausadamente e uma de cada vez. O lugar está mais limpo e o ambiente ficou mais agradável. Apesar de ser do lado da minha casa, não era freqüentadora do Duna, justamente pelo o que já citei. De uns tempos para cá, voltei a freqüentar e com que grata surpresa.
É o que sempre falo, o dono/gerente é o principal responsável pela qualidade e desenvolvimento de seu empreendimento. Se ele quiser, o negócio flui.

quarta-feira, junho 08, 2005

Comida di Buteco - mais um pouco*

Mesmo com o fim do festival, vale a pena comentar sobre os outros bares visitados por nós e que ainda não foram citados. A festa da Saideira está marcada para os dias 10, 11 e 12 de junho, mas os butecos continuam com suas portas abertas. Com isso, é sempre bom saber como anda o atendimento nestes locais tão freqüentados pelos belo-horizontinos.

Bar do Véio - Surubim do Véio
R. Itaguaí, 406, Caiçara - 3415 8455

Taí um lugar que não conhecia e que foi uma ótima surpresa. Chegamos domingo por volta do meio-dia com o bar ainda vazio. Escolhemos um lugar para sentar, primeiramente na calçada, depois mudamos para dentro. Destaco aqui a atenção de todos os garçons que nos atenderam com a maior presteza e simpatia. Mesmo tomando água, afinal ainda era domingo de manhã, e pedindo apenas um tira-gosto. O lugar é agradável e passa uma sensação de local asseado. Um buteco arrumado que com certeza voltarei em outra oportunidade.
Votação:
Atendimento - 10
Tira-gosto - 8
Higiene do Local - 10
Cerveja gelada - 10

Clube de quem bebe - Filé da esquina
R. Castro Alves, 216, Nova Suiça - 3334 1426

Este é um típico buteco de bairro de Belo Horizonte. Localizado bem numa esquina próxima à Avenida Amazonas, o Clube de Quem Bebe atende seus clientes de forma mais informal. Garçons com paninhos jogados no ombro e bem descontraídos fazem seu serviço sem muitas regras. Realmente, um buteco de bairro que atende a uma freguesia cativa.
Votação:
Atendimento - 8
Tira-gosto - 7
Higiene do Local - 7
Cerveja gelada - 8

Amigos e Antigos - Du Cará (purê de Cará, filé fatiado e cebolas empanadas)
R: Erasmo Figueiredo Silva, 322, Jaraguá - 3492 7741

Olha, este buteco/restaurante apresentou um diferencial muito interessante, além de uma comida muito apetitosa. No final da refeição, a cozinheira vai até a mesa para saber se estávamos satisfeitos com o prato e com o atendimento. E ainda mais, nos deu de presente uma cópia da receita do prato. O segredo neste caso, como diria minha mãe, está no prazer em fazer uma comida que faça os outros mais felizes. Nos deliciamos com o prato e com a satisfação de quem nos atendeu. Uma ótima pedida para os almoços de domingo.
Votação:
Atendimento - 9
Tira-gosto - 10
Higiene do Local - 8
Cerveja Gelada - 10

Bar do Doca - Maçã de peito grelhado c/ farofa de andu
R. Américo Macedo, 645, Gutierrez - 3291 6594

Se o número de telefone publicado no folder do Comida di Buteco não estivesse errado, teríamos almoçado no Bar do Doca. Ligamos várias vezes e ninguém atendeu, claro. Sorte nossa! Assim fomos parar no Amigos e Antigos que, a meu ver e de meus amigos nesta empreitada, nos satisfez muito mais e em muitos sentidos. Para começar, o Bar do Doca é muito grande, atende a muita gente ao mesmo tempo, fora o barulho e carros acelerando e cantando pneu na porta. É um local mais indicado para tomar cerveja e paquerar. Não para quem quer desfrutar de um ótimo almoço de domingo. Talvez, esteja ficando velha, mas não dá para ressaltar o sentido do paladar com tantos ruídos interferindo neste momento.
Votação:
Atendimento - 7
Tira-gosto - 7
Higiene do Local - 7
Cerveja gelada - 8

Churrasquinhos do Luizinho - Show do Milhão (espeto de frango com queijo e orégano)
R: Turquesa, 327, Prado - 3332 6010

"Pegue seu banquinho e arrume seu cantinho". Foi com esta descontração que fomos recebidos neste buteco de esquina do Prado. Com maioria da freguesia do bairro, todos estavam bem a vontade em seus banquinhos espalhados pela calçada. Apesar de poucos atendentes, o local tem seu charme. A cerveja é long neck. Acho que é o único buteco que oferece só esta opção de cerveja. Mas estupidamente gelada ao preço de R$ 2. A meu ver não deixou nada a desejar para a nossa pequena parada neste buteco. Ótimo para aquela cervejinha rápida depois do trabalho.
Votação:
Atendimento - 8
Tira-gosto - 9
Higiene do Local - 8
Cerveja gelada - 10

Bar do Bigode - Bombom de Pernil c/ batadas douradas
R: Esmeraldas, 604, Prado - 3371 5103

Hummmm! Este prato deu água na boa. Infelizmente, não experimentei, mas quem comeu aprovou. Este bar também foi uma grata surpresa. Apesar de cheio de gente e das mesas espalhadas pela calçada, os garçons davam conta do recado. Mesmo o patrão não tendo contratado mais ninguém para ajudar nem dar uma gorjeta maior para seus colaboradores, não faltou sorriso e presteza.
Votação:
Atendimento - 9
Tira-gosto - 9 (de acordo com pesquisa)
Higiene Local - 8
Cerveja gelada - 9

Petisqueira São Bento - Melzinho - Peito de Frango metido a besta
R. Kepler, 131, São Bento - 3344 3480

Falta uma presença maior do gerente ou do dono do local ou de mais gente para atender. Uma amiga minha chegou mais cedo do que a gente e demorou vários minutos para o garçom perceber sua presença. Precisou que ela o chamasse e pedisse o cardápio. Que lugar que faz isso e ainda quer competir em atendimento com outros lugares. Mesmo depois com mais cinco pessoas - impossível de não se notar uma mesa deste tamanho, ainda mais que o bar não estava lotado - a demora para trazer uma cerveja foi enorme. Depois eles até melhoraram, mas aí já tinha ficado a primeira impressão. O prato é bom, mas nada demais.
Votação:
Atendimento - 6
Tira-gosto - 7
Higiene do Local - 7
Cerveja gelada - 7

* Todas as opiniões são de minha inteira responsabilidade, baseadas no que presenciei. Deixo claro que qualquer observação que os citados queiram fazer serão muito bem-vindas e também explicitadas neste nosso blog. Nosso intuito é buscar uma melhoria constante do atendimento nos bares de BH que, a meu ver, deixam muito a desejar. Com pequenas alterações e atenções, poderíamos ter rapidamente um atendimento nota 10, como merecemos.

quarta-feira, junho 01, 2005

Comida di Buteco - continuação

Casa Cheia - Mineirinho Valente (Canjiquinha)
Mercado Central, loja 167, Centro - 3274 9585

Olha, para quem não foi lá ainda, está perdendo. Só o passeio pelo Mercado Central já é uma curtição. E depois de dar algumas voltas entre os corredores cheios de cores, cheiros e sensações os mais variados, nada melhor do que sentar no Casa Cheia, pedir uma cerveja gelada e um prato. No caso, o que concorre ao festival é o Mineirinho Valente - canjiquinha com lingüiça, bacon e espinafre. Muito bom, mas diminuiria um pouco a quantidade de caldo Knorr. De todo jeito é uma refeição e tanto. Revigora todos os sentidos. Especialmente, entre amigos. Apesar de sempre lotado - o melhor é chegar por volta das 11h, para quem quer almoçar - o atendimento é bom.
Votação:
Atendimento - 8
Tira-gosto - 8
Higiene do Local - 8
Cerveja gelada - 8

Sílvio's Bar - Jiló à milanesa c/ parmesão
R. Begônia, 199, Esplanada - 3482 3001

Este buteco tem uma peculiaridade muito interessante. Em vez de mesas, um balcão enorme no centro do bar. Existe um anexo com mesas, mas perde todo o charme do local. O melhor é sentar no balcão. Eu o conheci neste ano durante o evento, não sei se outros dias, ele não fica tão lotado. Acredito que com menos gente seria mais gostoso sentar no balcão. Apesar de ficar fora do circuito da Contorno, vale a pena conhecer. O tira-gosto foi o jiló à milanesa. Para quem gosta de jiló é bom, mas não precisava ter tanta gordura. O queijo parmesão tira o gosto do jiló. O atendimento também deixa a desejar. Mesmo estando no balcão, os garçons têm dificuldade em atender tanta gente ao mesmo tempo. A lavação dos copos poderia ser melhor.
Votação:
Atendimento - 8
Tira-gosto - 7
Higiene do Local - 6
Cerveja gelada - 8

Churrascaria do Itamar - Costela Encapada
Av. 7 de abril, 874 , Esplanada - 3463 6585

Taí um lugar que gostei muito de conhecer. Parece que você está em um grande quintal, cheio de árvores. Muito agradável. O atendimento é muito bom também - destaque para o garçom Júlio. Simpático e brincalhão, atendeu nossa mesa com muita dedicação. O prato escolhido foi a costela encapada. Muito gostosa e a cerveja é gelada. Um ótimo lugar para almoçar no sábado ou um fim de tarde na sexta-feira depois do trabalho.
Votação:
Atendimento - 10
Tira-gosto - 9
Higiene do Local - 8
Cerveja gelada - 9

Bar do Antônio - Boi Doido (Carne de panela desfiada com azeitonas e alcaparras)
R. Flórida, 15, Sion - 3221 2099

Como já o conhecia há alguns anos, posso dizer que a reforma feita no bar para atender melhor a clientela ficou muito boa. Apesar do grande movimento, o atendimento é bom. Existe uma pequena confusão com a lista de espera, mas com bom humor tudo se resolve. Sentar na calçada é a melhor pedida, especialmente, ao lado do pé de cana, nome pelo o qual o bar é chamado carinhosamente pelos freqüentadores. A comida é boa, mas o Bar do Antônio já ofereceu pratos melhores para o festival, como o medalhão.
Votação:
Atendimento - 8
Tira-gosto - 8
Higiene do Local - 8
Cerveja gelada - 8

* amanhã tem mais