quarta-feira, agosto 26, 2009

Cinemas de BH

Pessoal,
sempre fui intrigada com os cinemas de BH. Nossa cidade carece de cinemas com qualidade, desde limpeza, salas sem cheiro de mofo, conforto dos assentos, som, etc. Nos últimos dias fui em três cinemas Sala Humberto Mauro, Usina Unibanco e BH Shopping. Por incrível que pareça a melhor sala foi a do Humberto Mauro, mas isso não faz com que a sala do Humberto Mauro possa ser considerada uma boa sala. Lá existem problemas de cheiro de mofo e conforto. No Usina, as salas são completamente desconfortáveis. As cadeiras são estreitas e desconfortáveis. Em algumas salas a gente fica até com torcicolo porque tem ficar olhando para cima. Agora, o BH Shopping ganha no quesito desconfortável. Os carpetes estão horríveis para não dizer imundos e o cheiro de mofo é preponderante. E olha, na Humberto Mauro a entrada foi gratuita na sexta-feira,no Usina paguei R$ 14, no domingo, no BH paguei R$ 12, na segunda. Como pretendo ir em mais filmes prometo comentar sobre as outras salas existentes na capital mineira. Vamos criar um ranking de avaliação?

segunda-feira, agosto 24, 2009

A Arezzo e sua vendedora

Gente,

hoje eu vou contar um caso que aconteceu com a irmã de uma amiga de uma amiga minha. Parece coisa de quem conta um conto aumenta um ponto, mas não é. Vai parecer piada, mas foi real. As duas irmãs estavam na Arezzo quando uma delas ficou completamente encantada por um dos sapatos expostos. Pediu para experimentar. Ela colocou o par, mas ficou apertado. Mas era o último que tinha na loja e ela estava fascinada por aquele calçado. Mesmo assim não titubiou: "vou levar".
A vendedora mais do que assustada com aquela cena respondeu de pronto para a cliente: "Isso é o cúmulo do consumismo".
As duas irmãs surpreendidas com a crítica mais do que espontânea da vendendora desistiram da compra. Na saída, a irmã que acompanhava a consumidora comentou com a outra: "você não achou úm absurdo o comentário daquela vendedora?"
A irmã que ia comprar o sapato respondeu: "menina, o que ela me disse foi tão certo que nem prestei atenção se ela estava sendo mal educada ou não comigo. Depois que ela falou eu vi o absurdo que estava fazendo".
Bom, gente, a vendedora foi sincera e fez com que a cliente não levasse um produto para casa que assim que saísse da sacola viraria objeto de decoração dentro do armário por alguns bons anos. A consumidora foi salva de fazer tal absurdo, no entanto, existem formas e formas de se falar sinceramente e deixar seu cliente satisfeito.
Ressalto aqui que a melhor maneira de se ganhar uma clientela fiel é saber o que realmente fica bem. E não ficar apenas pensando no seu retorno financeiro com a venda. Pode-se ganhar um troco com aquela venda e perder o cliente para sempre. Ou perder aquela venda e ganhar o cliente para sempre. A escolha é do comerciante. Lembro apenas que existem formas e formas de se dizer. A vendedora da Arezzo poderia ter dito que o sapato não ficou bom para a sua cliente sem precisar insultá-la. O que vocês acham?

domingo, agosto 23, 2009

A gripe suína e os estabelecimentos abertos ao público

Gente, a gripe suína está por todo lado. E informação sobre quais são os sintomas e como devemos nos prevenir também não faltam. No entanto, podemos ver como alguns empresários estão vendo essa pandemia e seus negócios. Na terça-feira fui ao Via Cristina, um bar no Santo Antônio. O banheiro deles nunca foi dos melhores, mas mantinha-se dentro de uma média, claro, tendo como comparação outros butecos de BH. Se fosse para olhar somente a higiene, independente de comparação, ficaria com menos de 5. Bom, mas com toda essa neura da gripe suína, com a qual não se acha mais álcool gel nas farmácias e supermercados, o mínimo que se espera das pessoas é que lavem as mãos com água e sabão. De preferência toda vez que forem ao banheiro. Mas acreditem. O banheiro do Via Cristina não tinha sabonete???? Ou seja, em tempos de paz, isso já seria um absurdo, agora em plena guerra contra a Influenza A H1N1, é um ultraje. Meu Deus, que mundo é este. E o pior é que o proprietário do local não deve ter a mínima idéia de que ele está contribuindo para a proliferação de doenças em seu negócio. Depois fica indignado quando a Vigilância Sanitária passa por lá e faz uma autuação.
Por outro lado, existem empresários mais conscientes. Até porque eles também podem ser vítimas da gripe suína e outras doenças que estão por aí. Hoje fui ao cinema no Usina. Eles sempre mantiveram os banheiros limpos. E para minha agradável surpresa, além de ter sabonete, tinha álcool gel. Foi um plus que me ganhou. Ninguém pediu, não é exigência de lugar nenhum, mas eles colocaram lá para quem quisesse. São detalhes como esse e outros que mostram que tipos de comerciantes temos em BH. Parabéns ao Usina.

O Albano's e A Favorita

Parece algo insano, né? Comparar o Albano's e a A Favorita? Se pegarmos pelas diferenças básicas de um ser choperia e o outro restaurante, com certeza. Porém os dois têm em comum o atendimento ao público e querendo ou não, o preço não fica tão distante assim. Nesta semana, por exemplo, gastei na conta de um praticamente o mesmo que gastei no outro. Sendo que um fui na quarta e o outro no domingo. Comida e bebida incluídos. Um chope e o outro vinho. Um petiscos o outro entrada, prato principal e sobremesa. Um eu paguei e o outro fui convidada, mas vi o valor final da conta. Se fosse pagar a diferença final seria mínimo, uns R$ 20. Ou seja, às vezes a gente fica com uma bobagem de não ir nos locais chamados chiques com medo da conta, no entanto, a verdade não é bem essa, como pude comprovar. Claro que cada ambiente é para um tipo de situação, mas....
Bom, vocês não devem estar entendendo nada, não é mesmo? Vou explicar o porquê da comparação. Quarta-feira foi aniversário de uma grande amiga e minha e fomos comemorar no Albano's. Apesar de ter ligado com antecedência, o bar não reservava mais mesas. Ok. Chegamos cedo, então. 19h30. Antes de mim, duas outras amigas já haviam chegado e pedido para o garçom e o gerente para juntarem algumas mesas, afinal, a turma estava indo para lá. No mínimo 20 pessoas. Eles não acreditaram e não permitiram que juntássemos. Ao mesmo tempo, no centro do bar estava uma mesa imensa, aliás uma mesa em U ocupando boa parte do bar com apenas um senhor engravatado. Era uma mesa reservada para os funcionários da operadora de telefone Claro. O gerente argumentou que não podia ajuntar as mesas enquanto não chegassem os convidados. Bom, e a outra vazia???? Quando chegou a aniversariante, uma outra amiga nossa, que não sabia da conversa anterior, tomou a liberdade de unir as três mesas ao nosso lado que já estavam reservadas para nós, mas não poderiam estar juntas enquanto não tivessem quorum. Vendo a nossa amiga juntando as mesas, o gerente veio de pronto, todo insolente, e brigando com a nossa amiga. Não queria permitir de jeito nenhum que uníssimos as mesas, mas como viu que já havia gente suficiente permitiu. E falamos que precisávamos de mais mesas. Ele não acreditou. Mas quando foi vendo a turma chegando, no começo apenas mulheres, e a outra mesa imensa, para pelo menos umas 30 pessoas completamente vazia, ele pensou melhor e achou por bem nos conceder um lugar maior. Dito e feito. Conseguimos uma mesa maior. Quando os homens chegaram, a situação já estava resolvida. Mas mesmo assim...No final conseguimos o lugar e os garçons nos serviram razoavelmente, mas o dano já havia sido feito. E não foi a primeira vez que o gerente não entende a sua clientela. Comigo pelo menos foi a segunda vez. Da turma da Claro apareceram apenas alguns gatos pingados, enquanto a nossa conta foi lá para a estratosfera. O proprietário do Albano's deve ficar mais atento a sua clientela. Afinal é o negócio dele.
E minha comparação com a A Favorita é porque paguei praticamente o mesmo e o atendimento que tive junto com meu acompanhante foi da melhor qualidade. Como é bom ser bem atendida. Ainda mais quando o garçom chega para sugerir algum prato, sem impor nada, e sabe com propriedade o que contém em cada um deles. Os sugeridos por ele e os outros que estão no cardápio. Esse garçom, que infelizmente não me lembro o nome dele, vale nota 10. Os outros garçons da A Favorita que nos atenderam também. A conta foi alta, mas saímos satisfeitos. Ou seja, tudo é uma questão de custo/benefício. Tudo é uma questão de saber gerir seu negócio e ter como foco o seu cliente.

sábado, agosto 15, 2009

Sábado em BH - do 1º mundo à província

Depois de algum tempo, aqui estamos de volta. Como disse meu amigo Djaxxx, a Fênix está de volta!!!

E vou começar com este assunto: BH - do primeiro mundo à província

Neste sábado, tive uma experiência um tanto inusitada em BH. Resolvi ter um dia cultural. E o melhor: de graça! Fui à Casa Fiat ver às exposições de Marc Chagall e Rodin. Coisa de 1º mundo. A exposição de Marc Chagall é única no mundo e, depois de BH, ela continuará pelo Brasil só que em formato menor. Ou seja, BH sai na frente e ainda consegue uma exposição de dar inveja aos grandes centros como Rio e São Paulo. Afinal, só a capital mineira verá a exposição de Marc Chagall completa. Mas vamos à visita.
Chegamos cedo, na hora em que abriu - 14 horas. Estava vazia. Os recepcionistas e seguranças, muito educados, nos orientam a deixar a bolsa. Celular? Pode entrar, desde que no silencioso e se tiver que atender, pedem para que saiamos da galeria para falar com que nos chamou. Muito civilizado. Passados uns 30 minutos que estávamos lá, começou a encher. A exposição de Chagall, vimos tranquilamente. Ah! Sugiro que além das pinturas, vejam também o documentário de 14 minutos para conhecer um pouco mais desse artista que morreu com mais de 90 anos. Em sua última entrevista dada ao jornalista brasileiro Roberto D'Ávila, ele foi questionado sobre o que considerava a coisa mais importante na vida. Sem vacilo e com sua segunda esposa ao lado respondeu: o amor!!
Mas voltando às exposições, fomos para a de Rodin, ao lado da de Marc Chagall. Estava lotada. Mas mesmo assim conseguimos ver as esculturas. Lindas!! "O Beijo", entre outras maravilhosas e que nos maravilham. Viva Rodin!! Mas como estava cheia, fomos embora sem ver dirieto as fotografias, mas certas de que voltaríamos antes da exposição acabar. Vale a pena. Na saída, fila na porta. Um sucesso. Parabéns à Casa Fiat.

A nossa intenção desde o começo era vermos as exposições e depois almoçarmos. Primeira parte cumprida, fomos para a segunda: almoçar. Decidimos por uma massinha leve. Onde? Café com Letras. Porém...sábado à tarde, tipo 15h30, o local, um café que também tem em seu cardápio pratos muito saborosos diga-se de passagem, estava fechado. Como assim? Sábado, em plena Savassi, e o café fechado??? Não dá para entender. Tudo bem, eles estão abertos há muito tempo e devem conhecer o mercado melhor do que eu, claro. Mas quem faz o local funcionar, o cliente que procura ou o lugar que atrai sua clientela, mesmo em dias considerados "de baixo movimento"? Essa é uma grande discussão que vou deixar para outro dia. No entanto, vou deixar meu registro que é um absurdo uma cidade que se diz terceira capital do Brasil ter a Savassi, conhecida como o coração da cidade, fechada após às 13 horas e locais como o Café com Letras não funcionar no sábado à tarde. Ou seja, saí da exposição acreditando que BH estava galgando seu espaço no primeiro mundo, mas não se passaram 30 minutos e voltei a BH provinciana. Sem empresários que ousam e que buscam sua clientela.
Como eu, tenho certeza que outras pessoas estavam à procura de um local como o Café com Letras. Bom, mas fazer o quê, né? Procurar outro lugar. Tentamos o novo Café Differente, na Rua Espírito Santo. Fechado também. Vai entender, né. Nessas horas me lembro muito de São Paulo. Os cafés da Vila Madalena e dos Jardins lotados. Será que é só lá?

Voltemos a falar do público belo-horizontino, então. Resolvemos ir para o Café Três Corações. Aberto. Pessoas sentadas nas mesas na praça da Savassi e lá dentro. Em pouco mais de 30 minutos que estávamos por lá, ficou lotado. Provavelmente, muitos ali também procuraram o Café com Letras e acabaram no Café Três Corações. O consumidor está ávido. Se o empresário for inteligente, conquista seu público. Ou seja, em um próximo sábado, quando quiser ir em algum café, com certeza o Três Corações será o primeiro da lista.

Apesar de gostar do Três Corações, acredito que o atendimento precisa melhorar mais. Sei que não é fast food, mas os garçons precisam ficar atentos aos clientes sentados na mesa. Não dá simplesmente para fingir que não existem só porque a casa está cheia e porque não tem garçom suficiente para atender a todos ao mesmo tempo. Mas atenção é o mínimo que o cliente pede. Nenhum cliente gosta de ficar chamando o garçom. Pedir, cardápio, etc. Isso é obrigação do garçom. O mínimo em seu serviço. Espero ser bem surpreendida da próxima vez que voltar lá.

Até a próxima postagem!